jun 272012
 

ATENÇÃO CARIOCAS!

Corremos o risco de perder 7.000m2 de área livre na Cidade do Rio de Janeiro.

Abaixo-assinado contra construção de novos prédios no Leblon.

Leia e se concordar assine e divulgue.

Entenda porque! http://portaldoleblon.com.br/2012/06/27/votem-contra-o-adensamento-populacional-do-leblon/

 “Existem duas opções na vida:

Se resignar ou se indignar e eu, não vou me resignar, nunca”

Darcy Ribeiro

O Globo – Opinião – 15/06/2012

Artigo de Evelyn Rosenzweig – presidente da AMALEBLON

Estamos lutando para preservar o terreno do batalhão livre para o uso de todos os moradores e para que não se torne mais um empreendimento imobiliário.

Adensamento demográfico, impactos sobre o trânsito e meio-ambiente. Não são poucos os motivos de preocupação com a notícia de que o Governo do Estado pretende vender parte do terreno hoje ocupado pelo 23º BPM, no Leblon. O preço estimado da área, de 5,8 mil m2 – o imóvel pertence a um espaço que totaliza 40mil m2  –  chega a quase R$ 100 milhões, levando-se em conta que o valor do metro quadrado no bairro custa, em média, R$ 17 mil. Os prejuízos trazidos à população pela venda desse imóvel – por qualquer que seja o preço – são incalculáveis. 

O Leblon ainda oferece qualidade de vida. Mas não é exagero dizer que estamos no limite. O bairro está saturado residencial e comercialmente. A população fixa e flutuante cresce ano a ano. Um dos motivos desse fenômeno é o surgimento de novas unidades habitacionais. Muitas casas foram demolidas e substituídas por prédios, num agressivo processo de especulação imobiliária. Para conter o problema, a prefeitura criou, em 2001, as APACs. A meta era conter o crescimento populacional desordenado em algumas áreas da cidade por meio de regras para quaisquer alterações nos imóveis “apacados”. As APACs objetivam, exatamente, evitar o adensamento de bairros. Agora, o Governo do Estado, ignorando todos os esforços para melhorar o ordenamento urbano, abre espaço para a construção de mais edifícios.                 

Para agravar a situação, muitos estabelecimentos tradicionais deram lugar a novos empreendimentos que contribuíram para o aumento do fluxo, tanto de pessoas, quanto de veículos – públicos e particulares – no bairro.

Este ponto tem sido, por sinal, um dos mais críticos. Andar de carro no Leblon exige muita paciência. Analisando que, por baixo, somente 10% da área que o Governo pretende vender será ocupada por edificações, chegamos a mais de 500 m2 lineares, suficientes para a construção de muitos apartamentos. É claro que uma obra desse porte provocará um enorme e permanente transtorno, com reflexos diretos sobre bairros adjacentes, trechos extremamente críticos.

Quem já passou pela Visconde de Albuquerque e imediações a qualquer hora do dia sabe do que estou falando. Aumentar o tráfego de veículos ali nos levaria a uma situação insustentável.

Aliás, é difícil entender que a tão pouco tempo da Rio +20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – estejamos diante de um fato que, se concretizado, está na contramão da sustentabilidade: exterminar uma imensa área verde localizada no perímetro urbano para a construção de blocos de concreto. Seriam derrubadas muitas e muitas árvores. Além disso, não podemos perder de vista as consequências negativas de infra estrutura de água e esgoto, energia elétrica, telefonia e uma série de outros serviços demandados por um empreendimento dessa magnitude. Precisamos lidar com a realidade: muitos desses serviços hoje funcionam precariamente. E, aí, o Governo do Estado pretende gerar ainda mais demanda?

 Há anos defendemos a transformação, por exemplo,  de toda aquela área num parque com espaço para a prática de esportes e contato com a natureza. Uma iniciativa assim não beneficiaria somente o Leblon. Seria um ganho para toda a cidade e ainda teria utilidade para a própria PM, que utilizaria o espaço para se exercitar. O Batalhão deveria, inclusive, ser todo reformado para oferecer condições razoáveis de trabalho, o que não acontece há muito tempo.

 Para melhorar parcialmente a situação, no final de 2011, a AMALEBLON firmou  parceria com uma empresa de construção civil que reformou dois dos alojamentos do 23º BPM sem nenhum ônus para o governo. Não custa lembrar que o terreno, de acordo com o Plano Diretor da cidade, é uma ZE-7, ou seja, área militar, que não permite desvio de finalidade de uso. Por lei, a área não pode receber imóveis particulares. Para facilitar a manutenção de um projeto voltado à população e reduzir custos bastaria ao Governo do Estado firmar parcerias com fundações que se responsabilizassem pela área. Aposto que não faltariam interessados em contribuir.

Nosso apelo é para que o Governo do Estado se sensibilize e reavalie a decisão de vender este terreno. Embora sejam cifras expressivas, os valores não são decisivos para saúde financeira do Estado. Repito: o impacto negativo sobre a qualidade de vida da cidade não tem preço.

A médio e longo prazo custará muito mais caro aos cofres públicos medidas para minimizar os problemas de infraestrutura urbana gerados por essa venda. Quanto à eliminação dessa preciosa área verde, é desnecessário dizer que nunca haverá dinheiro capaz de reverter. 

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