fev 212013
 

Termômetros do Rio devem marcar 36º C nesta quinta-feira, diz Inmet

Ventos na capital deverão ser de fracos a moderados, segundo Instituto
Na quarta-feira (20), sensação térmica na cidade chegou a 40º C

O calor veio para ficar na cidade do Rio. Sem previsão de chuva, o ar seco deixa o tempo aberto em todo o estado e a temperatura máxima prevista para a capital fluminense é de 36º C para esta quinta-feira (21), conforme mostrou o Bom Dia Rio.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos na capital deverão ser de fracos a moderados.

Os níveis das lagoas Rodrigo de Freitas, da Tijuca, de Jacarepaguá e de Marapendi estão dentro dos padrões de normalidade. Os rios do município e o Canal de Sernambetiba também apresentam níveis normais.

Ambulantes também se protegem do sol à espera dos clientes

Policiais usam uniformes mais leves para enfretar o calor

Em apenas um trecho da praia do Leblon, na Zona Sul do Rio, na altura do cruzamento da Avenida Delfim Moreira e da Rua Afrânio de Melo Franco, é possível notar as diversas maneiras da influência do calor na vida das pessoas. Entre 16h e 17h30 desta quarta-feira (20), com o termômetro marcando 38º C, entre alunos de vôlei, ambulantes, policiais e turistas havia uma frase comum: “Está difícil”.

Carlos José trabalha em um quiosque na calçada da praia entre 10h e 22h. Ele contou que às vezes, quando não tem cliente no balcão, sai um pouco e aproveita a sombra do guarda-sol do lado de fora do quiosque. “É muito quente. Saio para a sombra. Quando o cliente chega, eu volto. Se eu não fizer isso vou derreter aqui dentro”, explicou.

Fábio se anima com o aluguel de cadeiras (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Fábio se anima com o aluguel de cadeiras
(Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Na areia, o vendedor Fábio Junqueira trabalha na barraca do pai, que está naquele ponto há 42 anos. Ele disse que na hora do almoço o movimento cai bastante. É melhor durante a manhã e do meio da tarde até a noite. Mesmo assim não se compara ao número de clientes entre sexta-feira e domingo. “Aí sim o movimento é grande”, disse. Mas, para Fábio, o calor traz uma  vantagem além de vender bebidas. “Mais pessoas alugam cadeira e guarda-sol”, disse animado.

Amigas estão estranhando o calor (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Amigas estão estranhando o calor
(Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Na barraca, as turistas Danúbia Rocha Vieira e Juliana Araújo Martins de Florianópolis, Santa Catarina,  compravam água. Elas estavam sentindo muita diferença em relação ao clima da cidade delas. “Lá a gente tem ventinho. Aqui não. Estive aqui há cinco anos e não senti como agora”, disse Danúbia. Ela contou que é assistente social e trabalha com comunidades de Florianópolis. Junto com a amiga resolveu conhecer o Complexo do Alemão, no Subúrbio do Rio. “Fomos de trem e não tinha ar condicionado. Estava muito quente. Chamou atenção porque eram muitos passageiros. É impressionante quando a gente vê as pessoas no dia-a-dia”, acrescentou Danúbia. Até durante um passeio ao Cristo Redentor, Juliana buscou uma forma de se hidratar.” A gente parou nas nascentes de água que estavam no caminho. O calor está muito forte. Toda hora tem que dar uma paradinha para beber água. Tomo mais de um banho por dia e sempre com água fria.”

Técnicos pedem para alunos levarem garrafas de água (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Técnicos pedem para alunos levarem garrafas de água (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Também na areia, em quatro redes de vôlei, estudantes de 12 a 23 anos têm aulas entre 14h e 17h. Muitos deles participam de competições do esporte em diferentes categorias divididas por faixa etária. O técnico Marcello Cândido disse que quando a temperatura aumenta é preciso ter mais cuidado com os alunos. “A gente procura orientar o aluno a trazer garrafas de água e colocar filtro solar”, informou. Além disso, antes das aulas os técnicos molham as quadras para diminuir a temperatura da areia e durante a aula depois de algum esforço físico os alunos podem mergulhar no mar para se refrescar. “A exposição ao sol diminui para não desgastar o atleta”, completou.

Enquanto os alunos jogavam nas redes, o ambulante Geraldo Roque da Silva, de 56 anos vendia empadas. Ele costuma chegar ao meio dia e vai até as 19h. “Quarta-feira é um pouco fraco, mas vale à pena”, disse. Para se proteger ele usa um boné, bebe suco e refrigerante e, de vez em quando, dá uma paradinha. Geraldo caminha todos os dias do Leblon até o Arpoador e ainda volta pelo mesmo trajeto. “Não sei quantos quilômetros eu faço por dia”, contou. 

Policiais usam bermudas e camisetas (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Policiais usam bermudas e camisetas
(Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Os policiais militares que fazem ronda na areia e na calçada também precisam se proteger nas barracas de vez em quando e sempre beber água. O uniforme deles também é de acordo com a temperatura. Eles usam camisetas e bermudas.

No ponto de ônibus os passageiros procuram a sombra de um poste para se proteger e a fila fica grande. Maúza é cozinheira e ainda tem que usar o metrô para seguir do Leblon à Pavuna, no Subúrbio do Rio. “ Tá brabo e ainda tenho que pegar meus filhos na casa de uma pessoa que toma conta deles”, disse a cozinheira explicando que ainda levaria duas horas para chegar em casa.

Alessandra dos Santos se protege na sombra do poste (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Alessandra dos Santos se protege na sombra do
poste (Foto: Cristina Indio do Brasil/ G1)

Alessandra dos Santos é outra que se protege do sol buscando a sombra do poste. ” Procuro uma sombra porque não dá pra rolar não. Eu não aguento, a pressão sobe”, disse correndo para pegar o ônibus.

O taxista Erick Douglas começa a trabalhar às 4h e só para quando consegue alcançar o valor da diária do carro. Toda vez que a temperatura aumenta muito, ele se alivia com o ar condicionado. “Só desligo o ar quando vou almoçar ou quando paro para abastecer. Fora isso fica ligado o tempo todo”, disse. O sofrimento dentro do carro é compensado pelo aumento no número de clientes. “Quando o sol está muito forte dá mais passageiros, porque o pessoal não agüenta ficar na rua andando”, explicou.

Fonte: G1, G1, O GLOBO RIO e BOM DIA RIO

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